A presidente do Conselho Económico e Social dos Açores participou como oradora no Sister Cities Summit, no Painel de Cooperação dedicado à Economia.

Com a responsabilidade de introdução do tema, iniciou com uma abordagem à Economia dos Açores, destacando como palavra forte, o conceito de cooperação, sinónimo de diálogo, forma de trabalhar juntamente com outro.
A cooperação como o principal alicerce na construção da paz, da segurança e constitui um fator/condição, fundamental, na produtividade das organizações e no bem-estar coletivo.
Propôs olhar os dados sobre as “cidades irmãs”, para destacar a relevância do mar, dimensão incontornável da história açoriana e da açorianidade. Destacou a relevância da economia azul, recentemente reforçada no Pacto para o Oceano, acordado na União Europeia, que visa, entre outros aspetos, a proteção das ilhas e das zonas costeiras, ou seja, territórios que correspondem à grande maioria das cidades irmãs presentes no evento. Propôs olhar o futuro da economia dos Açores, que passa pelo turismo, mas certamente também pelo setor primário, onde se incluem as atividades da pesca e outras, ainda não consolidadas.
Terminou a sua apresentação com uma referência à dimensão humanizada da economia, que se quer alicerçada na cooperação e no bem-estar das populações. Citando o último Relatório do Desenvolvimento Humano: “temos agora acesso a novos mecanismos financeiros, tecnologias extraordinárias e o nosso maior trunfo: o engenho humano e as nossas capacidades de cooperação. No entanto, atualmente, os psicólogos alertam para o facto de muitas crianças se sentirem ansiosas e de sentirem que vivem num mundo que não se preocupa com o seu futuro. Há que reinventar a cooperação”.
Reinventar a Cooperação nas comunidades, entre gerações, entre patrões e empregados, entre instituições de solidariedade e o Estado, entre consumidores e defesa do ambiente, entre as cidades-irmãs.
Temos de desenhar uma economia humanizada, que promova bem-estar nas empresas, potencie o conhecimento dos jovens qualificados, promova maior equidade e justiça social, para que, então sim, se possa perspetivar um futuro melhor para as novas gerações.
Então veremos como a felicidade gera riqueza.